E nua, não me restou outra coisa a fazer, a não ser chorar. Chorar por sentir a imensidão da vida, por existir, por me saber mulher e saber que carrego em mim a vida de todas as mulheres que um dia passaram e passarão pela mãe Terra. Por saber da sina de ser mulher de um homem. Por saber-me mãe de duas meninas e de tudo o que isso representa. Sinto uma vontade muito grande de gritar, de dançar descalça, de correr... Correr, correr e só parar quando alcance novamente minha alma, quando a tenha em minhas mãos e, aninhada em meus braços como um dia estiveram meus filhos, diga bem baixinho em seu ouvido: tranqüila, isso é ser mulher...
Mas agora minha alma “mora ali, no infinito - lugar mais perto do coração”.
Que lindo, amiga...
ResponderExcluirTem presentinho pra ti no Travessia... vai lá!!!
é por isso que as vezes choro e não sei por que?!
ResponderExcluirMuito bem, gostei do texto.
ResponderExcluirBom dia